OS FATOS E OS ATOS: UMA ANÁLISE
Opinião

OS FATOS E OS ATOS: UMA ANÁLISE

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O TEMPO E O VENTO

Tenho procurado uma forma de maximizar o tempo. Ele, certos dias, me falta. Semana passada por exemplo, não pude escrever uma nova coluna para o jornal. O culpado: o relógio. Faço esforços para conseguir que minha ampulheta desafie a gravidade e segure areia por mais tempo. Propus ao corpo a diminuição das horas de sono. Em vão. A proposta agora é criar uma “máquina do dia”. Vou realizar cálculos e propor uma readaptação para o mundo moderno: 32 horas. Talvez não seja suficiente, mas já resolve boa parte dos problemas. Se der certo, só deveremos tomar cuidado com os patrões. Eles vão querer se aproveitar disso, com certeza...

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ESCOLA DE ESTUDOS URBANOS

Na faculdade de Arquitetura (aqui em Foz há uma. Instrutiva, por sinal) há professores (e alguns alunos, confesso) que pensam e fazem pensar. Na semana passada ouvi de um desses arquitetos/professores/mestres comentários felizes e pertinentes sobre as “terras de reserva” (conhecidas como vazios urbanos) no centro da cidade. Parece que o feitiço vai virar contra o feiticeiro e, à medida que esta gente vai saindo da escola de Urbanismo, o mundo (pelo menos Foz) vai ter a oportunidade de mudar.

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O BOM SAMARITANO

O dono do bar perto de casa fez uma calçada acessível, daquelas com faixa tátil e tudo. Quando vi a obra, achei que a solidariedade tomou conta do coração do homem. Só que, esta semana, eu reparei que ele enche a calçada de mesas, inclusive sobre a faixa. E as pessoas (legítimas usuárias da calçada) tinham que passar entre os carros. Eu não queria acreditar, mas me convenci que ele só fez a reforma para não pagar multa.

Tenho percebido o que já me diziam ser óbvio; só se faz alguma coisa de forma cidadã se, caso não faça, se leve uma multa. A multa, que seria uma punição, virou uma motivação! Por esta lógica, faço uma proposta: que se institua uma lei municipal, que regulamente a multa às pessoas que não amam. Imaginem. Todo mundo iria amar! Tudo bem que seria por causa da multa, mas, talvez, com o tempo, as pessoas podem pegar gosto pelo sentimento. Uma lei como essas pode surtir efeitos em diversos setores da sociedade e contribuir para a melhoria dos indicadores sociais e de violência. Já li (não me lembro onde) que o amor é o melhor remédio.

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UM PENSAMENTO PARA O MOMENTO QUE SE VIVE

Eis o fato: somos humanos. E isto nos trás para o mundo real, sempre que nosso “planeta dos sonhos” acaba indo a um buraco negro em algum lugar das profundezas do universo. A vida é feita de altos e baixos. É uma só. Mas, mesmo assim, nunca está perdida. Sempre encontramos (e se não encontramos é porque não procuramos bem) formas de reorganizarmos o mundo, realinharmos os planetas e seguirmos a vida, felizes e em paz.


LUIZ HENRIQUE DIAS DA SILVA é escritor, estudante de Arquitetura e Urbanismo e comunista (convicto). Ele escreve todas as segundas neste espaço e, diariamente, em seu blog ACASADOHOMEM.BLOGSPOT.COM e em outros meios de mídia e opinião. O Luiz acabou machucando o coração uma pessoa que ele quer muito bem, mas feitos contínuos esforços para reaver os sonhos perdidos. Ele age desta maneira por acreditar que pessoas boas e especiais são raras e devem ser preservadas. O Luiz acha que a vida é um constante aprendizado. Acreditamos que ele tem razão...




1 Comentários em OS FATOS E OS ATOS: UMA ANÁLISE

  • mazé

    17/03/2009

    Querido Luis, te achamos um excelente escritor com grande sensibilidade, entretando, todavia etc e tal te achamos incrivelmente doidão quando disse que o dia deveria ter 32 horasssssssssssssss acho que não tem calculos fisicos e matematicas que resolva seu problema vc precisa se organizar amigo....

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O TEMPO E O VENTO Tenho procurado uma forma de maximizar o tempo. Ele, certos dias, me falta. Semana passada por exemplo, não pude escrever uma no