Ao lado dos alunos, Nilton Bobato luta pela manutenção das Apeds
Vereador propôs a criação de comissão de alunos para acionar o Ministério Público a respeito do impasse gerado sobre o fechamento das Ações Pedagógicas Descentralizadas da Educação Básica de Jovens e Adultos
O vereador Nilton Bobato acompanhou a reunião realizada na tarde de ontem, 14, no Caic do Morumbi, pelos alunos das Apeds– Ações Pedagógicas Descentralizadas da Educação Básica de Jovens e Adultos – que reivindicam a manutenção das duas extensões, fechadas recentemente, em atendimento a determinação da Secretaria Estadual de Educação, nas Escolas Municipais Emílio de Menezes e Írio Manganelli.
O vereador propôs, na ocasião, a criação de uma comissão de alunos para tratar juridicamente da situação no Ministério Público; e se comprometeu em divulgar a causa e buscar aliados na luta pela manutenção das Apeds.
A Comissão de alunos reivindicará à SEED para que mantenha as Apeds em funcionamento por pelo menos mais dois anos, período necessário para conclusão do ciclo de escolarização. Na semana passada, o vereador Nilton Bobato, alertou sobre os prejuízos do fechamento das Apeds, através do Requerimento nº07/2012, e solicitou a manutenção das Apeds à Secretaria Estadual de Educação. O requerimento cita que com o fechamento das Apeds, o Núcleo Regional de Educação e a SEED orientaram os alunos a estudarem no Colégio Estadual Tancredo Neves e no Ulysses Guimarães, contudo, não há vagas suficientes para os estudantes e a maioria, vai desistir do curso, em função da distância de suas residências.
De acordo com Nilton Bobato, a decisão da SEED pode inviabilizar a escolarização de 300 alunos de Foz do Iguaçu. “Os prejuízos da medida começaram a aparecer tão logo foram abertas às inscrições para rematrícula no Colégio Tancredo Neves, momento em que houve um número significativo de desistência dos alunos em função da distância de suas residências”. Até agora, apenas 30, dos cerca de 300 alunos, se matricularam no Colégio Tancredo Neves.
Imbróglio
O imbróglio teve início quando os alunos que cumpriam o ciclo de escolarização há dois anos foram surpreendidos com o fechamento das Apeds que funcionavam como extensão do Colégio Estadual Ulysses Guimarães. A medida, segundo o Núcleo Regional de Educação, atende à Instrução Nº.017/2010 da Secretaria Estadual de Educação, onde consta que as Apeds são direcionadas para atender grupos sociais com perfis e necessidades próprias e onde não haja oferta de escolarização para jovens, adultos e idosos, a exemplo das Apeds que funcionam em penitenciárias e no Movimento Sem Terra.Em outro documento, emitido pelo Núcleo Regional de Educação, consta o parecer desfavorável para a manutenção das Apeds em 2012, alegando que o prazo para o fechamento das Apeds havia findado em 2011. De acordo o Núcleo, o funcionamento das Apeds já havia sido prorrogado de 2010 para 2011, e o EJA não poderia abrir novas turmas em 2012.
Porém, de acordo com a Coordenação do EJA do Colégio Estadual Ulysses Guimarães, o fechamento das Apeds ocorreu abruptamente e interrompeu o ciclo escolar em curso, prejudicando cerca de 300 alunos. Valcir da Silva, um dos alunos que freqüenta a Apeds há dois anos questionou: “Por que só fecharam em Foz do Iguaçu?”.
Deputado
Durante a reunião, o vereador Nilton Bobato conversou, por telefone, com o Deputado Estadual Professor Lemos (PT) e relatou o caso ao representante, que se prontificou a abrir o diálogo na manhã de hoje, 15, com representantes da Secretaria Estadual de Educação. Os alunos já haviam procurado, anteriormente, o representante da cidade na Assembleia Legislativa e da base do atual governador, contudo, até então não obtiveram retorno. “Precisamos contactar um deputado, da base de oposição do governo, de outra cidade, para representar a causa dos alunos de Foz do Iguaçu, que estão perdendo o direito de estudar em função das atitudes políticas prejudiciais engendradas pelo governo estadual”.

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