Audiência Pública revela os desafios de integração da Unila
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Audiência Pública revela os desafios de integração da Unila

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 Proposta pelo vereador Nilton Bobato, audiência pública contribuiu para divulgar a importância da Unila para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu e para aproximar comunidade e universidade






A audiência pública realizada nesta quarta-feira, 14, para debater os impactos da construção da Unila expôs os pequenos e os grandes desafios de uma Universidade estratégica que veio para transformar a realidade tecnológica, científica, social da América Latina e do Caribe e contribuir em parceria com Foz do Iguaçu para o desenvolvimento local desde as questões infraestruturais às culturais. Convocada pelo vereador Nilton Bobato, através do requerimento nº265/2011, o encontro foi fundamental para contribuir com o processo de divulgação da importância da Universidade e integrá-la à comunidade. “A audiência visa sobretudo mostrar à comunidade a existência da Unila e sua importância no contexto local e latino-americano além de debater em conjunto as formas de integração com a cidade e com as demandas locais”.

A participação dos representantes da Unila foi expressiva e contou com a presença do Reitor da Universidade, Hélgio Trindade, do Vice-reitor Gerónimo de Sierra, da Pró-Reitora de Graduação, Maria Adélia, do Pró-Reitor de Administração, Gestão e Infraestrutura, Gláucio Roloff, do Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Andréa Ciacci, Pró-Reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, Caetano Carlos Boonchristiani, da Pró-Reitora de Extensão, Luisa Maria de Moura e Silva, do Superintendente de Implantação do Campus da Unila, Paulino Motter, do Procurador Federal, Marcelo Nassar, além da participação do Diretor de Trânsito e Sistema Viário do Foztrans, Ali Safad, do Secretário Municipal de Planejamento, Wádis Benvenutti, e do Presidente da Casa de Leis, o vereador Edílio Dall’Agnol.

Para o vereador Nilton Bobato, a audiência revelou a dimensão da Unila que simboliza o divisor de águas no curso de desenvolvimento de Foz do Iguaçu. A Universidade é a primeira do país a ser bilíngüe, inter e transdisciplinar e com missão internacional. Na audiência, os dados do crescimento da Unila apontam os desafios iminentes de planejamento da cidade. Em 2010 a Unila possuía 200 alunos, hoje são 615, em 2012 serão 1400 alunos. Os professores atualmente somam 93, em 2012 serão 190, e o número de servidores salta de 72 para 170 em 2012.

As inscrições para concorrer às vagas nos 16 cursos da Unila para 2012 ainda estão abertas, e na data de ontem, mais de 2.700 candidatos brasileiros - fora os concorrentes de mais 13 paises - já haviam efetuado a inscrição. No próximo ano serão realizados mais concursos para contratação de servidores técnicos e professores. A perspectiva é que daqui a cinco anos, mais de dez mil pessoas residam em Foz do Iguaçu em decorrência da Unila.

Desenvolvimento que gera as preocupações da comunidade com a acessibilidade à Unila e com o aumento no fluxo de trânsito na cidade. O público presente levantou a necessidade urgente de construção dos viadutos na BR 277, na Beira Rio e demais localidades e a viabilização de vias de transporte alternativo, como ciclovias. Além das questões infraestruturais, foram abordadas preocupações com o financiamento da saúde pública de Foz do Iguaçu, a exemplo do baixo valor da cota SUS para a cidade, cujos valores não contemplam a realidade vivenciada na fronteira. Atualmente os valores destinados pelo Governo Federal a Foz do Iguaçu são para custear o número de habitantes residentes na cidade, e não a quantidade real de usuários originários das cidades da tríplice fronteira e da região. O vereador Nilton Bobato apontou a necessidade de a Unila contribuir junto ao Governo Federal para a resolução das reivindicações da comunidade.

Além dessas questões, também foram abordados itens de teor administrativo da Universidade, como a abertura de cursos no período noturno na Universidade e a possibilidade de reserva de vagas, as chamadas cotas.



Conselho Consultivo



O Reitor enfatizou que a Universidade possui o papel primário de contribuir com o desenvolvimento da cidade que a abriga e de promover um campo de cooperação entre ambas nos vários setores. Ainda de acordo com Hélgio, a preocupação com os impactos da Unila nas várias esferas, os desafios da integração e os projetos para desenvolver a América Latina serão objeto do Conselho Consultivo Universidade Comunidade Trinacional. Por intermédio do Conselho, a Unila pretende contribuir, com atividades de ensino, pesquisa e extensão, para o desenvolvimento local. Além do reitor da UNILA e dos prefeitos das cidades da fronteira trinacional, o Conselho será integrado por representantes do poder legislativo, dos setores econômicos e de associações de classe, dos movimentos sociais e das igrejas e pastorais sociais.




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