Nilton Bobato avança debate sobre Permacultura Urbana com Secretaria de Agricultura
O debate sobre a implementação do programa de Permacultura Urbana na cidade começou a avançar na tarde de ontem (22) a partir da reunião entre o vereador Nilton Bobato e o Secretário Municipal de Agricultura, Eduardo Spada. O vereador propôs ao Secretário o início dos estudos jurídicos para a implantação da Permacultura Urbana em Foz do Iguaçu. Na sexta-feira, às 9h, na Procuradoria do município, o vereador se reúne novamente com o Secretário e com as Ongs ligadas ao tema.
O projeto de Permacultura Urbana visa, entre outras coisas, transformar terrenos degradados em hortas, integrando o tripé de solução ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa. A reunião com o Secretário aconteceu depois do encaminhamento do requerimento nº302/2011, de autoria do vereador Nilton Bobato, à pasta, solicitando a implantação de um projeto piloto de Permacultura Urbana na cidade. A proposta surgiu da Ong Aciens – Associação do Centro Integrado de Educação Natureza e Saúde - e da Rede Verde, cujos diretores já praticam o conceito de “Permacultura Urbana” no local de moradia, onde cultivam alimentos orgânicos em horta própria. A Ong propõe experimentar um projeto piloto em um terreno do município situado no bairro Jardim Lancaster, onde serão implementadas soluções sustentáveis de produção que integram a engenharia, a arquitetura, a ecologia, a agronomia, a economia e a nutrição, de maneira interdisciplinar, integrando o ser humano ao meio ambiente.
Entre as práticas que integram o conceito “Permacultura Urbana” e fazem parte do projeto estão os cultivos de hortaliças medicinais e frutíferas em sistema orgânico agroflorestal, construções a base de barro, bambu e eucalipto, com máximo aproveitamento da luz solar, captação da água de chuva para irrigação e sanitários secos.
Nilton Bobato acredita que as hortas podem contribuir para suprir a demanda de alimentos na rede escolar do município, com a destinação dos produtos à merenda escolar. “Atualmente, a quantidade de alimentos adquiridos pelo município através da compra direta é insuficiente; o projeto pode contribuir para suprir a demanda e gerar renda para as famílias que cultivarem hortas em suas residências”.

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