Audiência Pública agrega mais aliados em prol da implantação do curso de medicina em Foz
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Audiência Pública agrega mais aliados em prol da implantação do curso de medicina em Foz

 Na ocasião, foram divulgadas emendas totalizando cerca R$ 8 milhões para implantação do curso; falta a liberação dos recursos pelos governos





 A audiência pública que debateu a implantação do curso de medicina, realizada ontem (09), na Câmara, foi marcada pela ampla representatividade e pelo anúncio de emendas parlamentares, estimadas em aproximadamente R$8 milhões, de representantes do Congresso nacional, da Assembleia Estadual e do município, para a efetivação do curso. O próximo passo, após a audiência, é intensificar a mobilização da sociedade e dos agentes políticos para garantir a liberação dos recursos. Para o vereador Nilton Bobato, que convocou a audiência, “o encontrou demonstrou que é possível transpor divergências políticas e se reunir em torno de uma ideia; a representatividade nesse momento prova que Foz do Iguaçu está mais perto de ter seu curso de medicina”.  Participaram da mesa da audiência, o Reitor da Unioeste, Alcibíades Luiz Orlando, o Diretor Geral da Itaipu, Jorge Samek, o Coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Mário Cândido Athayde, o Reitor e vice-reitor eleitos da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff e Carlos Piacenti, a Presidente da Acifi, Elizangela Kuhn, a diretora da Unioeste-Foz, Renata Camacho, o Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ricardo Foster, o Presidente da Câmara, o vereador, Edílio Dall’Agnol e os vereadores Carlos Juliano Budel, Hermógenes de Oliveira e Luiz Queiroga.  

O total das emendas, contabilizadas em R$ 8 milhões, são oriundas de representantes do Congresso Nacional, da Assembleia Estadual e do município. Dentre esse total, R$1,5 milhão é fruto de emenda do Deputado Federal, Fernando Giacobo, R$1,5 de compromisso estabelecido entre o Prefeito e a Câmara Municipal de Vereadores e R$ 5 milhões oriundos de emenda coletiva indicada pelo Deputado Estadual, Reni Pereira ao orçamento do Governo do Estado.

De acordo com o vereador Nilton Bobato, a audiência demonstrou que a falta de recursos já não é mais o gargalo para a implantação do curso de medicina. “Agora precisamos fortalecer a mobilização e somar esforços para que no próximo ano possamos participar da aula inaugural do curso”.

No entanto, como as emendas parlamentares não são impositivas, ainda falta a liberação dos recursos pelos governos federal, estadual e municipal para a implantação do curso. A Prefeitura Municipal e o Governo Federal se comprometeram com a liberação dos recursos para a implantação do curso. De acordo o atual reitor, Alcibíades, há o compromisso do Governo Federal, através do Ministério da Educação e do Planejamento, para a interiorização dos cursos de medicina no país, o que garante a efetivação da emenda do deputado federal, Fernando Giacobo. O Prefeito também se comprometeu a autorizar a aplicação da emenda coletiva, que será realizada pela Comissão Mista da Câmara, de R$1,5 milhão para investimentos nos laboratórios e equipamentos do curso.  O compromisso foi reafirmado pelo Prefeito durante reunião com Reitor e vice-reitor eleitos e o vereador Nilton Bobato, realizada na tarde de quarta-feira. Agora o que falta é a autorização do Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, para a implantação do curso e aplicação da emenda coletiva indicada por Reni Pereira.

Caso as três emendas sejam aplicadas, o valor de R$ 8 milhões é suficiente  para a implantação do curso de medicina já que segundo dados divulgados pela Unioeste, o valor para apenas dar início ao curso é estimado em R$ 3 milhões.

Outro apoio importante para a implantação do curso de medicina é o do reitor eleito, Paulo Sérgio Wolff, o Cascá, que informou que a Unioeste, após vinte anos, vai elaborar um novo plano de expansão no início de 2012, o qual incluirá a proposta de um complexo de cursos na área da saúde para Foz do Iguaçu. “Vamos elaborar um plano de expansão baseado no desenvolvimento tecnológico, na área da saúde, cultura e esporte e projetar um complexo de saúde em Foz do Iguaçu que possa contribuir para resolver os problemas da área de saúde da fronteira e da região”, disse.










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