Brasileiros e Árabes se unem em ato pelo reconhecimento do Estado Palestino
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Brasileiros e Árabes se unem em ato pelo reconhecimento do Estado Palestino

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 Bandeiras, faixas e cartazes compuseram o cenário de manifestação em prol do reconhecimento do Estado Palestino. A Praça do Mitre, ou Praça das Nações, fez jus ao nome, e, ontem, foi palco de um encontro que reuniu representatividades políticas, sociais e religiosas da comunidade árabe e da comunidade brasileira. O ato integra a estratégia de mobilizações em vários locais do mundo para chamar a atenção da ONU para o reconhecimento do Estado Palestino. 


As manifestações antecedem a Assembleia Geral da ONU, que será realizada no próximo dia 23, ocasião em que o Presidente Palestino, Mahmoud Abbas, fará o pedido pelo reconhecimento do Estado Palestino.

A reivindicação visa corrigir uma injustiça histórica, uma vez que a ONU ao criar o Estado de Israel em 1947, deveria ter criado o Palestino. A omissão da ONU desencadeou uma batalha sangrenta de Israel contra os palestinos, em um conflito que tem custado milhares de vidas.

O conflito catastrófico no Oriente Médio tem levado vários paises do mundo, incluindo o Brasil, a declarar apoio ao reconhecimento do Estado Palestino. A Presidente Dilma Roussef, que participará da Assembleia Geral da ONU, reforçará o apoio à Independência da Palestina.

As ações contundentes da comunidade palestina espalhada pelo mundo são decorrentes das declarações de posicionamento contrário feitas por paises como Estados Unidos e Israel, antigos aliados no cenário geopolítico. Os palestinos denunciam os Estados Unidos pelo financiamento da “guerra do terror” que junto com Israel põem em prática a política de genocídio no Oriente Médio.



Máquina do terror


O financiamento dos EUA às campanhas que pretendem denegrir os paises contrários aos seus interesses foi comprovado por meio de relatos vazados pela imprensa alternativa. O “terror” aos palestinos é o mesmo que engrena os ataques às nações progressistas, que objetivam um mundo solidário e justo.

Um dos textos, de autoria de Peter Blair e Khatarina Garcia, publicado no dia 17 de fevereiro desse ano revelava o seguinte: “O Congresso dos Estados Unidos autorizou a Casa Branca a dobrar os valores aprovados no orçamento de 2011 para gastos relativos a propaganda e meios de comunicação contra líderes que contrariam os interesses dos EUA no mundo, como é o caso de Muammar Khadafy, Mahmoud Ahmednejad, Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa, Raul Castro, Daniel Ortega, Cristina Krischner, Fernando Lugo, Kim Jo II. Os recursos devem ser usados na compra de  espaço na mídia dos países governados por estes líderes em jornais, rádios, revistas e redes de televisão, que devem sempre se referir aos mesmos como ditadores e receberem sempre orientação dos Adidos de Imprensa nos respectivos países ou senão houver relações diplomática com estes, pelos agentes da CIA no país. O orçamento total do projeto é de hum bilhão de dólares e só para o Brasil foram destinados 120 milhões para esse tipo de ação.


Do site WikiLeaks, a correspondência da Embaixada Americana no Brasil, de dezembro de 2009, expunha: “A posição do Brasil na questão da “difamação de religiões” na comissão de Direitos Humanos da ONU reflete a conciliação entre as objeções do país à ideia (objeções baseadas num conceito do que sejam Direitos Humanos) e o desejo de não antagonizar os países da Organisation of the Islamic Conference (OIC) com os quais tenta construir relações e que o Brasil vê como importante conjunto de votos a favor de o Brasil conseguir assento permanente no CSONU. À luz da argumentação a favor da abstenção do Brasil, proponho abordagem de quatro braços, envolvendo aproximação com os altos escalões do Ministério de Relações Exteriores; uma visita a Brasília, para pesquisar meios de trabalhar com o governo do Brasil, nessa e noutras questões de direitos humanos; outros governos que possam conversar com o governo do Brasil; e uma campanha mais intensa pela mídia e mobilizando comunidades religiosas a favor de não se punir quem difame religiões.


 


 




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