Lançamento do livro “Prosa de Estrada” atrai centenas de pessoas
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Lançamento do livro “Prosa de Estrada” atrai centenas de pessoas

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O auditório da Fundação Cultural ficou pequeno, na noite de sábado, 17, para receber os convidados do escritor Nilton Bobato para o lançamento do seu livro “Prosa de Estrada”. Personalidades políticas, religiosas, artistas e amigos prestigiaram o lançamento do sexto livro do escritor, o segundo do gênero de contos. O evento foi contagiante e marcado pelos depoimentos de pessoas que acompanharam a jornada do escritor ao longo de sua vida literária e política.

O cerimonial conduzido pela amiga e publicitária, Neve Góis, contou a trajetória da vida multifacetada do escritor, que já atuou como jornalista, músico, militante estudantil, é professor, e atualmente, como costuma dizer, “está vereador”. O comportamento e o estilo pessoal mudaram, mas sua veia literária sempre esteve pulsante em toda sua trajetória. “Lembro do Nilton com o cabelo comprido, quando tocava na Banda Mortal. O Nilton Bobato nunca teve noção de limites, sempre foi um questionador, e lutador de causas, desde quando compunha as letras da sua banda”, contou Neve.

Após a abertura, a atriz Cláudia Ribeiro, interpretou o conto “Machado na biblioteca”, despertando nos espectadores a singular sensação produzida pelo conto: surpreender. A homenagem da atriz foi seguida pelos depoimentos do escritor e empresário, Ten Simione, do escritor, Lyrio Bertoli, da Secretária de Educação, Joane Vilela, do Presidente da Fundação Cultural, Adelino de Souza, do vice-prefeito, Chico Brasileiro e dos Xeques Mohsin Al Husseini e Mohamed Khalil.

“Prosa de Estrada” atravessará os limites da fronteira e será lançado em São Paulo, hoje, 19, às 18h, no EKOA Café da Vila Madalena, no dia 21/09, às 18h30, no Espaço Metrópolis Gourmet, em Brasília, no dia 24/09, às 18h30, na Livraria do Museu da República, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, e no dia 30/09, às 19h, no Palacete Wolf, em Curitiba.





Prosa de Estrada



Com autoridade sobre o universo literário e percepção aguçada, o psicólogo Mauro Tietz, desvelou no prefácio o implícito nos contos do escritor, cujo olhar repousa no cotidiano autômato. “Talvez aí resida a qualidade da obra de Nilton Bobato: retratar a vida de parcela – se não a maioria – dos que estão dispersos na malha social. Os contos mostram seres que não alcançam as dimensões da sua própria condição ou mesmo da avalanche desoladora de possíveis soluções para explicar nosso tempo medíocre”.

As inquietações da contemporaneidade estão estampadas ao longo do livro de Nilton Bobato, simbolizadas, por exemplo, em um trecho do conto “Aniversário”. “Onde nós falhamos? Ou será que não fomos nós que falhamos? Será que o ser humano é este traste mesmo, irrecuperável? Será o tal capitalismo selvagem que leva as pessoas a serem tão estúpidas? O que eles chamam de competitividade? Que tristeza, meu amor. Você que é feliz”.

Nos contos de Nilton Bobato, a rotina é dilapidada e revela novos sentidos, como em “A Barbearia”. “O homem sentado, com a cabeça deitada para trás horizontalmente ao corpo, apoiada por um suporte colocado na cadeira, a jugular completamente submissa ao lento deslizar da navalha e à mão do barbeiro. Sente-se como o tronco sendo esculpido pelas mãos ágeis do artesão, indefeso, entregue à sua vontade. “Este cidadão pode fazer o que quiser comigo. E se esta navalha escorregar e cortar minha garganta? Ele pode dizer que foi apenas um acidente”.

A escritora e editora,Izaura Franco, registrou sua impressão na orelha do livro, apresentando Nilton Bobato ao lado de escritores renomados como Fernando Sabino. “Digno de figurar entre os grandes nomes da literatura, o escritor Nilton Bobato nos lembra Fernando Sabino em o seu “O Homem Nu”, capaz de, com humor, nos entreter e divertir com uma situação que qualquer um estaria chorando, não fosse ficção”.



Sobre o autor



Nilton Bobato, nascido em 1967, reside em Foz do Iguaçu, no Paraná, desde 1980, e esta região da tríplice fronteira, seus conflitos, sonhos e personagens, seu encontro de tragédias e vitórias, constrói o cenário principal de seus contos, crônicas e poemas. Professor de língua portuguesa, é membro do Colegiado do Livro, Leitura e Literatura e do Conselho Nacional de Política Cultural (2010-2012). É vereador em Foz do Iguaçu pelo PCdoB (2009-2012) e autor dos livros RISOS DA FRONTEIRA (2003), PRATO FEITO (2005), PROSA DE SACADA (2005), SOBREMESA (2008) E UM BRINDE A TRÊS AMIGOS (2010). Em 2006, recebeu menção honrosa do Concurso Nacional de Poesias “Helena Kolody” com o poema “O MURO E O CORPO”. Em 2007, foi o único brasileiro a integrar a antologia latino-americana de poesias “POETAS DE CARA AL SIGLO”, com autores de 9 países.




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