Engenheiro da Logitrans: “Projeto básico do novo sistema de transporte coletivo nunca foi operado”.
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Engenheiro da Logitrans: “Projeto básico do novo sistema de transporte coletivo nunca foi operado”.

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Empresa de Consultoria, Logitrans, atribui erro na execução do projeto à falta de cumprimento das regras pelas operadoras e anuncia implantação de nova proposta para o sistema de transporte coletivo



A afirmação do engenheiro Antônio Carlos Marchezzeti, da Logitrans – Empresa de consultoria e logística- foi feita durante reunião, realizada na manhã desta terça (15), que convocou o Diretor Superintendente do Foztrans, Edson Stumpf para prestar esclarecimentos sobre as alterações no transporte coletivo da cidade. A reunião que foi convocada através do requerimento N°08/2011, de autoria do vereador Nilton Bobato, serviu para esclarecer as principais dúvidas sobre os erros na execução do novo projeto de sistema de transporte coletivo que geraram transtornos à população durante os 15 dias de funcionamento, resultando no retorno ao modelo anterior.
Apesar de a medida ter sido alvo de intensa polêmica e questionamento na Câmara, apenas cinco vereadores estiveram presentes na reunião.

Na abertura do encontro, os vereadores puderam questionar à Logitrans - empresa de consultoria contratada pelo município - as principais dúvidas relativas aos erros no processo de execução, a forma de transição para um novo sistema de transporte e a relação de pendências judiciais das empresas de transporte com os erros ocorridos. “Precisamos responder estas perguntas, para entender o quê aconteceu entre a elaboração do projeto e sua execução, pois quando o projeto nos foi apresentado em agosto do ano passado, ele parecia bom”, disse Nilton.

Sob a condução de Bobato, o engenheiro Marchezzeti, expôs, através do multimídia, um diagnóstico apurado pela empresa, relatando os erros na execução do projeto básico, assim como apresentou o planejamento para elaborar uma nova proposta para o sistema de transporte coletivo. A Logitrans atribui a falha na execução do novo modelo às operadoras do transporte coletivo que compõem o Consórcio Sorriso. Para Marchezzeti, três erros foram decisivos para o desfecho negativo do novo modelo. “O sistema não foi operado (de acordo com o projeto básico), não foi informado à população e não teve treinamento aos motoristas”, disse Marchezzeti enquanto apontava no gráfico as disparidades entre o projeto e a execução do mesmo.

Segundo Marchezzeti, as operadoras não cumpriram os horários fixos pré-determinados no projeto, apontando no relatório a flexibilidade dos horários. “Nenhum dia teve o sistema operado conforme o projeto. A cada dia os ônibus chegavam em horários distintos”. Além disso, o engenheiro apontou também a falha na divulgação das mudanças à população e no treinamento dos motoristas para se adequarem ao novo itinerário. “Tinha motorista que não sabia qual era o itinerário”, relatou.

De acordo com Marchezzeti, as falhas apontadas no diagnóstico resultaram na formulação de um novo planejamento para implantação de um sistema de transporte coletivo para a cidade, previsto para maio deste ano. O planejamento está dividido em quatro etapas distribuídas de fevereiro a maio. Na primeira fase, já em andamento, está sendo realizada a avaliação sobre o sistema aplicado; em março, a elaboração e a discussão com município e consórcio operador proposta para o transporte público; em abril, investimento massivo em marketing e publicidade do novo sistema e reuniões com a comunidade; e finalmente em maio, a implantação do novo sistema.




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