Audiência propõe comissão para elaborar Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura
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Audiência propõe comissão para elaborar Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura

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Reunidos por uma paixão em comum: a leitura, professores, educadores, artistas, livreiros, representantes da educação e cultura participaram na manhã de hoje, 21, da audiência pública que debateu políticas públicas de leitura, proposta pelo vereador Nilton Bobato, que indicou a constituição de uma comissão, composta por representantes envolvidos com a leitura, para elaborar o Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura. A Comissão ficará responsável por apresentar o Plano Municipal do Livro, da Leitura e Literatura no mês de outubro, em uma nova audiência pública.
Participaram da audiência, a Secretária Municipal de Educação, Joane Vilela, a chefe do núcleo regional de Educação, Dulce Wernke Zinn Secretária Municipal de Educação, Joane Vilela, o Presidente da Fundação Cultural, Rogério Romano Bonato, Chefe do Núcleo Regional de Educação, Dulce Wernke, o Presidente da Fundação Cultural, Rogério Romano Bonato, a bibliotecária da Fundação Cultural, Maria Helena da Silva, o representante do núcleo dos livreiros, Paulo Cezar de Melo, a Assessora técnica da Secretaria Estadual de Cultura, Aline Albuquerque e Luisa Maria de Moura e Silva, Pró-reitora de extensão e ação comunitária da Unila.
Nilton Bobato justificou a ausência do Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura, Professor José Castilho Neto, que não pode comparecer em função de problemas na ponte-aérea.

Comissão

A comissão que deverá ser constituída por meio de portaria expedida pelo Executivo terá o papel de articular e organizar as ações voltadas à leitura existentes na cidade e propor, partindo da orientação e diretrizes do Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura, o Plano Municipal do Livro. A Comissão ficará responsável por apresentar o Plano Municipal do Livro, da Leitura e Literatura no mês de outubro, em uma nova audiência pública.
A primeira tarefa da comissão será o diagnóstico das ações desenvolvidas na cidade, com o envolvimento de escolas particulares e públicas, secretarias, livrarias, universidades e instituições ligadas ao livro. “O Plano Municipal tem o papel de organizar todas as tentativas, experiências e projetos voltados ao incentivo da leitura, do livro e da literatura, buscando um caminho único e entrelaçado dessas iniciativas que culminem na democratização da leitura e consequentemente na grande transformação do País”, ressaltou Nilton Bobato.



Experiências

A audiência que reuniu grandes leitores e apaixonados pelo livro, abordou a leitura em todas as suas facetas, na sua importância subjetiva, nos aspectos da cadeia economica que interferem no acesso ao livro, nos entraves da leitura no País e no relato de experiências de incentivo à leitura.
Um destes exemplos foi citado pela Professora Francismara de Oliveira Carvalho, coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, que apresentou o projeto de assessoramento aos professores, orientando livros e metodologia de trabalho. O resultado deste trabalho veio através de dois alunos da rede municipal que recitaram poesias durante a audiência.
A professora Eliane Aquino, da rede estadual, também falou das experiências ligadas ao teatro como incentivo à leitura, do desenvolvimento do senso crítico a partir dos estudos de intertextualidade e interdiscursividade com os alunos.
Outra novidade apresentada por Aline Albuquerque, representante da Secretaria Estadual de Cultura, falou sobre o projeto já em prática chamado “bookcrossing”, que pode ser definido como a prática de deixar um livro em local público para que outra pessoa possa lê-lo e também praticar o mesmo ato.
O morador de rua, Zezé de Camargo falou sobre a constituição de uma biblioteca, em Três Lagoas, para moradores de rua, que está sendo alojada no antigo módulo policial. “Tão importante quanto saúde, esporte, comida, é a leitura”, disse.
Para Nilton Bobato, “este é o espírito que deve ser construído na condução do plano, que é o de promover a interação e o diálogo entre os organismos”. Para Luísa, representante da Reitoria da Unila, “A audiência foi uma verdadeira aula, a gente aprendeu demais”.



PMLL

A elaboração do Plano Municipal de Leitura, Literatura e Leitura está em conformidade com o Plano Nacional da Leitura, Literatura e Leitura do Governo Federal implantado no País em 2006 após um amplo processo de participação do Estado e da sociedade civil que culminou na formulação de quatro eixos básicos para implementação do plano, a democratização do acesso (privilégio às bibliotecas de acesso público), o fomento à leitura e à formação de mediadores (reconhecimento da necessidade de fomentadores que ajudam a criar novos leitores), a valorização da leitura e da comunicação (trabalhar o livro como valor social e cultural e como bem público a se preservar como direito de cidadania), desenvolvimento da economia do livro (não separar a leitura de sua base material – o livro em seus vários suportes – e entender essa base como parte de uma economia da cultura que deve ser apoiada e defendida).
Segundo o vereador, a implementação do Plano Municipal também seguirá as orientações do Guia para elaboração e implantação dos planos estaduais e municipais do Livro e da Leitura que reforça a necessidade de descentralização das políticas públicas do livro em conjunto com os esforços de estados e municípios na implementação do plano estadual e municipal. “O resultado do nosso plano municipal dependerá da participação da sociedade civil na condução de construção do plano”, ressaltou.




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2 Comentários em Audiência propõe comissão para elaborar Plano Municipal do Livro, Leitura e Literatura

  • Noraldino Santos Nascimento

    24/05/2010

    É uma proposta concreta. Os quatro eixos: 1 - Democratização do acesso; 2 - Fomento à leitura e formação de mediadores; 3 - Valorização da leitura e da comunicação; e 4 - Desenvolvimento da economia do livro... enfim, só terá sucesso com a participação das escolas, agentes e comunidade em geral. Pelo que seu viu na audiência, o Plano tem tudo para nos tirar da baixíssima média de leitura nacional, e melhorar, pelo menos em nível de município. Se em tudo o apoio e afinco vindo de cima é indispensável, não adianta muito se neste a sociedade não participar. Quanto as atendentes de bibliotecas das escolas municipais (ou estadual), agora mais do que em qualquer outro momento, precisam fazer a diferença e mostrar que não estão lá só porque quebraram o braço, torceram o tornozelo ou porque estão doentes. Serão, na verdade, excelentes mediadores de leituras. É isso.

  • Noraldino Santos Nascimento

    24/05/2010

    Ôpa, já ia esquecendo. Não posso deixar de registrar a comoção que tomou conta de todos o poema de Luis Vaz de Camões, recitado pelo representante do núcleo dos livreiros, Paulo Cezar de Melo. A professoraLuisa Maria de Moura e Silva, Pró-reitora de extensão e ação comunitária da Unila não conseguiu esconder as lágrimas, já que ela, além de apaixonada pelo poeta português, que é um dos mais forte simbolos de identidade da comunidade lusófona, também é daquelas terras. Pena também as condições climáticas não terem permitido a vinda do Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura, Professor José Castilho Neto. Mas que bom que apareceu aquele cidadão meio maluco (Zezé Di Camargo), que se diz escritor e está montando a biblioteca do morador de rua. Eu não conhecia a figura e estava incomodado com ele por ter acendido aquela vela, que até aquele momento paraceia não ter sentido algum. Eu e uma Guarda Municipal pedimos que ele apagasse a vela. Depois ele pediu a palavra na Tribuna Livre e explicou que estava precisando de luz. A luz era uma metáfora. O cara é maluco sim, mas é bom e sabe o que faz. É isso.

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