Chico Brasileiro recebe sindicalistas do Partido Comunista Japonês
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Chico Brasileiro recebe sindicalistas do Partido Comunista Japonês

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O vice-prefeito Chico Brasileiro e o vereador Nilton Bobato receberam nesta segunda-feira (28/09), o Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Informática e maquinário do Japão (JMIU), Ikuma Shigemi e o vice-presidente, Francisco Freitas que vieram visitar à cidade após participarem do Congresso Nacional da CTB (Corrente dos trabalhadores do Brasil).
O encontro foi marcado pelas impressões do comunista japonês Ikumi sobre o sindicalismo brasileiro e as belezas naturais da fronteira. “No Japão estamos acostumados com arranha-céus e aqui, vemos essa força da natureza, fiquei admirado com a exuberante natureza daqui, a força da água, tudo é muito lindo”, disse Ikumi.
Para Brasileiro, além das belezas naturais, a cidade atrai cada vez mais turistas devido à integração dos povos. “Em Foz existem 76 etnias que convivem pacificamente, compartilhando culturas e fazendo da cidade um espaço de integração dos povos”, disse.
O vice-presidente da JMIU e tradutor do encontro, o brasileiro Francisco de Freitas que reside e trabalha no Japão há aproximadamente 10 anos, falou que a vinda do dirigente Ikumi ao encontro da CTB objetivou a troca de experiências entre o sindicalismo japonês e o brasileiro. “Achamos importante trazê-lo para cá, porque o sindicalismo brasileiro tem um histórico de lutas sociais marcantes, com um povo trabalhador que caracteriza versatilidade e esta brasilidade pulsante”, disse.
De acordo com Ikumi, “O povo japonês ainda é muito conservador e os sindicatos geralmente estão atrelados aos donos dos meios de produção, no entanto, nos últimos anos, o JMIU tem se imposto como um sindicato representativo e referencial de movimento mais avançado do País”.
JMIU
O Sindicato dos metalúrgicos, informática e maquinaria do Japão – JMIU – que conta hoje com cerca de mil brasileiros sindicalizados, surgiu há cerca de vinte anos com uma base de trabalhadores do País. Em 2003, o Sindicato incorporou os trabalhadores estrangeiros seguindo a política da unidade dos operários independente de sua origem. “O Sindicato possui uma linha marxista de pensamento, e está se contrapondo ao modelo predominante no Japão, que é formado por fábrica”, informou Freitas. De acordo com os sindicalistas, uma das conseqüências da formação do sindicalismo no Japão é o corporativismo. “Naturalmente os sindicatos são corporativistas, alienados e não fazem nenhum movimento acenando a defesa do trabalhador”, acrescentou.
Neste cenário, o JMIU que opera através de comissões de fábrica, tem ocupado um espaço deixado pelos organismos vigentes, avançando na organização dos trabalhadores e em defesa dos direitos básicos. “Enquanto os sindicatos ficam inoperantes, nós ocupamos, por exemplo, este período de crise para realizar manifestações e aproveitamos a oportunidade de mostrar ao trabalhador que este ciclo possui uma saída, e ela começa com a organização”, disse.




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