Nilton Bobato participa da Bienal do livro de Curitiba
Apreciador e militante da literatura, o vereador Nilton Bobato, representando a Câmara de Vereadores, participou no último final de semana da 1º Bienal do Livro de Curitiba e no dia 31 de agosto onde foi o moderador da mesa redonda intitulada “Políticas Públicas de Incentivo a leitura”. O vereador conduziu o debate entre o representante do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, a Secretária Estadual de Cultura, Vera Mussi, o Deputado Federal, Marcelo Almeida, o Deputado Estadual, Ney Leprevost e com o Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana. O encontro foi um misto de compartilhamento de experiências e perspectivas para o avanço do acesso à leitura e ao livro no País.
Fabiano dos Santos Piuba, diretor Nacional do Livro, da Leitura e da Literatura, apresentou a proposta desenvolvida pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) que tenta aglutinar todos os projetos na área de livro e leitura do Brasil, e apresentou alguns resultados obtidos. Um dos principais objetivos que já está sendo colocado em prática é a expansão de bibliotecas comunitárias no País. A meta dos programas visa zerar o déficit de municípios brasileiros que não têm bibliotecas públicas, ainda este ano. Hoje, 361, o equivalente a 6,4% de cidades do país não possuem bibliotecas públicas.
Outro projeto do Governo Federal que chamou a atenção do vereador Nilton Bobato é a criação do agente da leitura. “O jovem da comunidade ganha um salário por mês com uma meta de realizar leituras semanais nas casas das famílias que vivem em sua comunidade, além de levar os moradores até a biblioteca”. O vereador disse que colocará este tema nas discussões que serão realizadas na audiência pública para debater o Plano Municipal do Livro e da Leitura em Foz do Iguaçu.
Já a Secretária Estadual de Cultura, Vera Mussi, apresentou como principal proposta para o incentivo à leitura, a implantação de 300 bibliotecas cidadãs, cujo conceito é levar a leitura até as periferias da cidade, local que existe grande déficit de locais de leitura no Paraná. A proposta inclui além da oferta do livro, o acesso democrático ao material. Para o vereador Nilton Bobato, o projeto amplia os horizontes da leitura porque agrega valores no estímulo à leitura ao criar os chamados “contadores de história”, uma espécie de seguidores das bibliotecas, que despertarão a necessidade da leitura através do teatro, por exemplo.
Biblioteca no terminal
Um dos projetos que mais despertou a atenção de Nilton Bobato é a implantação de Bibliotecas nos terminais da capital paranaense. Criado pela Fundação Cultural de Curitiba, o “Biblioteca no terminal” se adequa a realidade moderna, disponibilizando a leitura em um dos locais mais freqüentados: o ônibus. Durante o trajeto, o usuário pode escolher o livro em um determinado terminal, e ao chegar a outro, deixa para outra pessoa pegar, e assim, vai-se criando uma leitura circular e itinerante. Apesar de o acesso ao livro ser livre, ou seja, sem fiscalização, os resultados em relação à preservação do livro são surpreendentes.
Financiamento
O Deputado Federal, Marcelo Almeida, que também é um contador de história e presidente da Comissão que avalia a PEC 150, apresentou algumas propostas inclusas no projeto proposto pelo governo do Presidente Lula, como a implantação do Sistema Nacional de Cultura, a garantia de 1,5% do orçamento da União para cultura e o Fundo Nacional de Cultura.
Almeida que também preside a Frente Parlamentar da Leitura e é autor do projeto do fundo setorial pró-leitura abordou algumas formas de financiamento para o fundo, como por exemplo, a imposição de destinação de 1% do faturamento dos proprietários de editoras do País a fim de custear as despesas do Plano Nacional do Livro e da Leitura.
De acordo com Nilton Bobato, a proposta surgiu porque o Governo Federal há alguns anos isentou as editoras do pagamento de impostos sociais, como o PIS e o Cofins com a finalidade de baixar o valor do livro no Brasil, o que não aconteceu. Como não é possível retroagir a isenção, o projeto prevê essa arrecadação através da destinação do percentual de 1% do faturamento das editoras ao Plano Nacional do Livro e da Leitura.
Avaliações
Para o vereador Nilton Bobato, todas as iniciativas do Governo Federal são louváveis, que iniciaram em 1970 e consecutivamente tomaram proporções maiores, no entanto, apesar de todas as ações, as políticas de inventivo à leitura ainda são frágeis no País. “Será que a dificuldade pode ser influência da internet ou problemas na formação do estado brasileiro? Ou a separação das políticas de cultura da educação?”, questionou na abertura dos trabalhos da mesa redonda. E também expressou sua opinião. “A meu ver, o problema está no distanciamento entre a leitura e a educação, e a preparação de educadores que possam cumprir o papel dentro da sala de aula”.

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