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Ildo Carbonera lança seu 11º livro dia 28

Daniela Valiente
Reportagem

O professor e escritor Ildo Carbonera sempre foi um apaixonado pela literatura. Não devido à sua formação, mas também pela facilidade com que registra fatos pitorescos e ‘condições incômodas’ (como ele mesmo descreve no convite). Desta vez , ele aposta na produção de "234 posições pós-modernas" para compor o segundo livro da série ‘Eu era assim’, que ganha lançamento dia 28 deste mês, na Sala Antônio Cabral de Mendonça, na Fundação Cultural. "Trata-se de um livro de pequenas crônicas baseadas em fatos observados na cidade grande, em cidades pequenas e no interior", comenta e em seguida completa: "Subjacente às palavras, pode ser observado um processo de aprimoramento e apaziguamento do espírito".
O livro é fruto de um processo de criação paralelamente à tese de doutorado na UFRGS e traz, além de um humor peculiar, muitas cenas bastante conhecidas do cotidiano. (Leia quadro).


Livros 2
Além do material que já está pronto, Carbonera também carrega debaixo do braço um exemplar da revista ‘A vida de quem não morre’, que reúne ensaios, contos e crônicas de 21 escritores entre alunos, professores e profissionais liberais "de várias camadas sociais, intelectuais e níveis", como ele mesmo explica.
Desta vez, a revista – editada pela primeira vez em 2008 – aborda o tema "Biblioteca: Fatos extras ordinários" e comenta em textos temas vividos dentro do ambiente sob a ótica de diferentes pontos de vista.
Com o material bruto, ainda busca apoio de empresários e pessoas que possam contribuir para a publicação do material. "No primeiro número, conseguimos apoio e fizemos a distribuição em escolas, e faculdades". O primeiro tema abordado foi sobre Machado de Assis.


Posição 83
Observadas as cenas que acontecem diária e repetitivamente nas portas giratórias dos bancos, o ser humano revela-se cada vez mais patético e assombroso. Milhões de pessoas morrerão sem perceber que não dá para passar naquelas portas com o celular na bolsa, no bolso, na cintura, na mão ou na orelha; quando a porta tranca, elas reagem indignadas: sempre esse celular!, e correm para deixá-lo naquela caixinha, sabe qual é! Muitos guardas não resistem a algumas risadinhas e a alguns pequenos comentários, rápidos, porque são muitos os que repetem a cena, dia após dia.

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