Bobato questiona o argumento histórico de prejuízo das empresas de transporte coletivo
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Bobato questiona o argumento histórico de prejuízo das empresas de transporte coletivo

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Na sessão desta terça-feira, 16/06, o vereador Nilton Bobato questionou a verdadeira intenção das empresas de transporte coletivo ao reclamarem há décadas de que sofrem prejuízo. De acordo com o vereador, o argumento do prejuízo utilizado pelos empresários acaba sempre servindo como justificativa e pressão contra o Poder Público para aumentar a tarifa do transporte coletivo.

A preocupação foi motivada pela publicação de nota pública dos empresários do transporte coletivo no jornal Gazeta do Iguaçu em reação a divulgação da greve dos trabalhadores rodoviários. “Assusta quando a nota pública dos empresários para o não reajuste baseia-se no chamado prejuízo”, desabafou. Na nota publicada, os empresários informaram que o último reajuste na tarifa de 4,76% não chega a cobrir os custos dos serviços.

Para o vereador, este discurso é utilizado historicamente quando há a luta pela reposição salarial dos trabalhadores rodoviários. “Todo esse discurso, que normalmente acontece nesses casos, é a pressão dos empresários para aumentar a passagem, e a população acaba pagando a conta”. Além disso, o vereador ressaltou que é inadmissível o preço da tarifa cobrada em Foz do Iguaçu. “A passagem em Foz é muito cara, já sofreu aumento, Foz é uma das únicas cidades do País em que é mais barato andar de carro do que de ônibus, isso é contra todos os princípios”.

O vereador levantou a relação de custos e quantidade de usuários por ônibus, cuja dedução revela que as empresas lucram aproximadamente o triplo de seus gastos. “Essa conta do prejuízo não fecha, precisamos nos aprofundar nessa discussão, porque daqui a pouco pra atender o reajuste dos trabalhadores, novamente a população terá que pagar as contas porque virá pressão dos empresários”, enfatizou.

Abertura da Planilha

O vereador Nilton Bobato alertou que na próxima sessão, 18/06, apresentará um requerimento para implantação do IPK (Índice de Remuneração por Quilômetro Rodado), programa eficaz de fiscalização dos custos do sistema de transporte coletivo. “Sempre discuto a questão da contabilidade apresentada pelos empresários, que há anos argumentam que sofrem prejuízo, no entanto, quem apresenta a planilha dos custos são os prestadores de serviço”. De acordo com o vereador, o IPK vai diagnosticar corretamente as contas do transporte e facilitar a busca de informações. “Desde o primeiro mandato do Chico Brasileiro solicitamos informações sobre a conta exata, e a informação é de difícil acesso, precisamos aprofundar essa discussão para que a população não continue pagando a conta”, disse.




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Na sessão desta terça-feira, 16/06, o vereador Nilton Bobato questionou a verdadeira intenção das empresas de transporte coletivo ao reclamarem h